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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Líder da Assembleia de Deus é liberto após um ano de cárcere no Irã

Imagem: DivulgaçãoDavoud Alijani, um dos líderes da congregação da Assembleia de Deus em Ahwaz, no Irã, foi liberado da prisão após ser mantido na cadeia por ter se convertido ao cristianismo e evangelizar, o que é considerado propaganda contra a república islâmica.
A prisão do líder cristão aconteceu em 23 de dezembro de 2011, quando policiais iranianos invadiram um culto e levaram todos os presentes presos. Após interrogatório, quase todos os fiéis foram liberados, com exceção de Davoud Alijani, o pastor Farhad Sabokrouh, sua esposa Shahnaz Jayzan e um segundo líder da congregação Naser Zamen-Dezfuli.
Em fevereiro de 2012, os quatro foram liberados temporariamente, sob a condição de não mais realizarem cultos ou evangelismo. O pastor Farhad foi proibido de visitar os irmãos na fé em Ahwaz, e terminou se mudando para Teerã.
Segundo a Missão Portas Abertas, em outubro do mesmo ano, os quatro foram condenados a um ano de prisão, e em maio de 2013 foram convocados à corte, onde foram presos para o cumprimento da pena.
O pastor Farhad e o outro líder, Naser Zamen-Dezfuli, foram liberados da prisão no dia 4 de dezembro de 2013, quando estavam próximos de completar sua sentença. A esposa do pastor, Shahnaz foi liberada quase dois meses depois, no dia 28 de janeiro de 2014.
Agora, o último cristão preso ganhou a liberdade, vinte dias antes do final de sua condenação.
Falando sobre o tempo na cadeia, Alijani conta que era constantemente incentivado a negar sua fé em Jesus Cristo, e que mesmo sem tortura física, a pressão psicológica é muito forte: “A angústia mental te afeta psicologicamente, mesmo que você não tenha sido torturado. Quando minha família veio me visitar, disseram que podiam ver a angústia escrita em meu rosto. Cada vez que ficava doente, eu ia à enfermaria da prisão, cuidada por detentos, e eles só me davam analgésicos. Os guardas tentavam me fazer negar minha fé regularmente”, testemunha.
Apesar da libertação dos líderes e mesmo com a documentação em ordem, a congregação já não se reúne mais para cultuar por temer a perseguição.
Via Verdade Gospel
Fonte: Gospel Mais/Portas Abertas

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