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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Pierre Onassis canta sem perder a identidade musical baiana


Pierre Onassis, 42 anos, tem muito o que agradecer a Deus. Ex-Olodum, ex-Bom Balanço, ex-Afrodisíaco e ex-Vixe Mainha, ele  finalmente encontrou o caminho. O cantor, que se converteu ao Evangelho e, há três anos, congrega na Igreja Batista Lírio dos Vales, se prepara para lançar seu primeiro CD gospel, Deus É Bom Demais, em fevereiro.

Isso não implica, porém, que ele tenha largado o suingue do axé. O novo som de Pierre é tão dançante quanto antes, mas mistura o batuque da percussão com letras que falam de Jesus Cristo.  

“Eu não intitulo de axé gospel. O que eu faço é  música para Jesus. Faço louvor.  Muitas pessoas vão associar porque o ritmo é o mesmo,  percussão é a minha origem, é o que sei fazer, mas não vai partir de mim essa definição. Hoje, meu foco é outro. A importância maior da minha música é agradecer a Deus”, explica o cantor.

Ritmo de Pierre Onassis continua o mesmo, mas suas canções, agora, louvam a Deus
Carnaval  

A nova produção inclui 14 músicas, compostas por Pierre logo depois que ele descobriu as palavras de Deus.   E como bom cantor baiano vai lançá-la perto do Carnaval.


Até porque ele vai puxar um dos trios da Marcha para Jesus, um grande evento evangélico que acontece durante a festa de Momo e percorre  o circuito Dodô (Barra/Ondina) antes da saída dos principais blocos.

“Eu não pratico mais atividades seculares (profanas). Vou participar só da Marcha, que segue a mesma logística de uma micareta, mas com muitos louvores. Salvador tem carência de shows evangélicos e, quando acontecem, são só esses eventos maiores”, diz.

Por isso, ele pretende também ter sua temporada de Verão. “É um plano do meu coração. Daria abertura para receber convidados, não só evangélicos, mas que cantassem comigo músicas de louvor. Convidaria Tatau, Ivete... A palavra diz que é pra ser todo mundo unido”, planeja.   

Enquanto isso, ele continua  pregando o Evangelho e dando seu testemunho em igrejas de todo o país, contanto, por exemplo, que Deus salvou sua família e seu casamento de 16 anos, oficializado pouco tempo depois da sua conversão.

Trajetória  
Pierre se converteu após uma carreira de quase 24 anos. Começou no Olodum, em 1990, e, durante esse tempo, criou grandes sucessos que o transformaram em um importante compositor baiano. Músicas como  Rosa, Berimbau e Requebra são dele. Esta última, aliás, ganhou uma nova e evangélica versão: “Dou glória, dou glória, dou glória, sim / Deus é fiel. Ele cuida de mim”.


Nessa época, Pierre compôs também Vai Sacudir, Vai Abalar para o Cheiro de Amor; Suingue do Ara; pro Ara Ketu, Cara Caramba, pro Chiclete; e Levada Brasileira, sucesso na voz de Daniela Mercury.

Nove anos depois, Pierre deixou o Olodum e montou o Bom Balanço, que estourou  graças aos hits Juliana e Entre na Roda. Em 2005, o cantor resolveu apostar em outra banda e criou, com Jau, o Afrodisíaco, que depois passou a se chamar Vixe Mainha.

O grupo lhe rendeu os prêmios de melhor música do Carnaval do Bahia Folia 2006, além de três prêmios no Troféu Dôdo e Osmar, no mesmo ano, incluindo melhor música para Café com Pão. Até que Jau desfez a dupla, após alguns desentendimentos.

“Essas bandas foram fundamentais, tanto  profissional quanto financeiramente. Nessa época, eu já usava o dom de Deus, mas só agora percebo que isso não me preenchia.  A gente às vezes está feliz por fora, mas ninguém sabe dos nossos vazios por dentro. Deus veio preencher isso”, diz o cantor.

Ainda no comando do Vixe Mainha, ele assumiu sua fé e se comprometeu em levar a palavra de Deus por onde fosse. Por isso, renunciou à banda em 2009 e passou a se dedicar à música gospel.

“A Bíblia diz que louvar liberta. Sei que existe o funk e o arrocha gospel, mas para mim a sensualidade não pode  fazer parte. Por isso, deixei o mundo secular e, hoje, vivo 100% para adorar”, proclama.



Fonte: Correio - BA


Via: www.guiame.com.br

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